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Pequenas notas sobre o Big Data para 2015

Tendências e fechamentos de 2014 prometem animar quem está investindo tempo, esforço e dinheiro nesta área.
 

Nota 1 – Siemens

O mercado de Big Data pode ficar mais quente depois que a Siemens anunciou investir 4,4 bilhões de Euros no departamento de P&D em temas digitais, cerca de  400 milhões a mais do que no ano passado. A maior parte desta verba irá direcionar-se a temas digitais correlatos ao Big Data, como análise de dados, manutenção previsível, tecnologia de armazenamento em nuvem etc.

Segundo o chefe de departamento técnico de Siemens, Siegfried Russwurm, em entrevista para o jornal alemão Die Zeit, o novo caminho da firma será focado, pela primeira vez, em digitalização também, além de áreas tradicionais da Siemens tais quais eletrônica e automação,. Estas novas áreas passam então a ter importância particular devido a sua multiplicidade de campos.

Russwurm

É visível que a empresa se insere na internet das coisas, aproveitando de sua expertise, conectando os vários sistemas de coleta de dados desenvolvidos pela Siemens à análise destes e extração de informação útil, considerando multiplos fatores em ação simultaneamente. Assim, com a combinação do mundo virtual e do mundo real, com a análise e simulação de cenários a Siemens poderá garantir no futuro uma posição de destaque no mercado.

Nota 2 – Governo dos EUA

Em um artigo do dia 31 de janeiro de 2015 a Forbes conta que o governo dos Estados Unidos considera usar mais a tecnologia em Big Data em serviços públicos, os quais tem coletado muitos dados mas com baixa taxa de análise. Par isso, o governo norte americano considera um programa para aumentar a eficiência de serviços públicos utilizando tecnologia de big data.

O teste será um programa no governo de paquistanês na National Database & Registration Authority (NADRA) que possui a maior e mais sofisticada base de dados biométricos do mundo, com 121 milhões de pessoas registradas. Essa informação poderá ser empregada a serviço da população, por exemplo, em caso de catástrofes tais quais enchentes que aconteceram no ano de 2010, na gestão da ajuda de emergência, aumentando a eficácia e melhorando a transparência.

A Forbes também destaca o uso do big data na redução da inadimplência e redução de fraudes. Em ações de procura a pessoas que evitam pagar taxas, o big data ajudou encontrar mais que 3,5 milhões pessoas.

fraud

Nota 3 – IBM

O governo de alguns estados norte americanos iniciou juntamente com a IBM o Projeto Jefferson, que usa big data analytics na previsão de crescimento de algas em lagoas, relevantes para o abastecimento da região e estiveram em multiplas crises nos anos passados. O crescimento exacerbado das algas impossibilita o consumo da água, o que torna o projeto muito relevante.
O projeto iniciado coleta dados por meio de sensores distribuidos nas lagoas, analisado em tempo real o crescimento da população, empregando para isto técnicas de big data analytics, que possibilitou uma mudança de paradigma por possibilitar a análise com volume massivo de dados. Por isso,este projeto, iniciado em 2013, trouxe a lagoa George, em Ohio, o título de “a lagoa mais inteligente do mundo”.
Além de auxiliar no monitoramento em tempo real com o big data a pesquisa revelou vínculos entre várias ecossistemas que ainda não podiam ser considerados por limitações na capacidade de análise.

Nota 4 – IBM e DESY

Uma união da IBM e da DESY (Instituto alemão de pesquisa) foi celebrado para desenvolver uma sistema novo de Big Data. O Projeto com o nome Elastic Storage será capaz de transformar 20 Gigabyte por segundo em 100 bilhões arquivos no tempo de 45 minutos. Nesta parceria a IBM irá trazer sua experiência com programas de Big Data enquanto DESY fará a análise da massa de dados. A base de tudo vem de um conceito da empresa SoftLayer fundada em 2005 e adquirida pela IBM em 2013.O objetivo do sistema Elastic Storage é a memorização de grandes massas de dados. Assim, um processamento paralelo dos dados é possível e com maior economia de tempo. Além disso, o sistema será capaz de administrar grandes volumes de dados de maneira autônoma.Uma sistema similar está em desenvolvimento pela Red Hat, que comprou a empresa Inktank pouco tempo atrás.

Fonte: http://www.zdnet.de/88192873/ibm-fuehrt-softwaredefinierte-elastic-storage-ein/

Nota 5 – GE

A GE anunciou em dezembro do ano passado seu balanço para tecnologia em big data. A empresa conseguiu economizar um bilhão de dólares em 2014, com a otimização de seus processos por meio de aplicação de técnicas de big data. Tendo este case de sucesso a G.E. pretende entrar nos mercados de países emergentes e com economia crescente.

Contribuições Bernhard Hilpert