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Evento Setorial: Big Data e IoT

No dia 30 de junho aconteceu na nova sede do Techmall, na Av. Flávio Santos, bairro Floresta, em Belo Horizonte, mais um Evento Setorial – série de encontros que ocorrem com periodicidade bimestral na aceleradora. Desta vez o tema debatido foi Big Data e Internet das Coisas. Especialistas renomados, convidados pela Proativa Big Data, conversaram sobre o tema, contando suas experiências e projeções para o futuro da área.

Fizeram parte do painel de convidados da Proativa Big Data o professor emérito do DCC da UFMG Nívio Ziviani, a gerente de gestão da inadimplência da CEMIG Silvia Cristina, o pesquisador Marcelo Pita do SERPRO e o analista de negócios Thiago Valinho, do SENAI de Minas. O bate papo foi moderado por Paulo Almeida, mentor do Techmall e professor do CEFET-MG e pelo CEO da Proativa Big Data Esdras Oliveira. Na plateia, que deu um show de interação, levantando questionamentos de mercado e tecnológicos, estavam representantes da Fiat, Localiza, Puc Minas, Take.net, CEMIG entre outras empresas interessadas nas aplicações de Big Data e IoT para negócios.

O evento iniciou com uma provocação lançada por Paulo Almeida, que lembrou como a aplicação da computação de alto desempenho causou transformações nas empresas, indústrias e governo.

paulo

Há tempos informações gerenciais, necessárias para governos planejarem suas ações e empresas decidirem sobre seus negócios, limitavam-se a algumas tabelas. Ali estavam tudo o que precisavam saber para a tomada de decisões. Este mundo de poucos dados acabou foi derrotado por “vilões”, como o Big Data. Então, como as instituições lidam com isto?

Paulo Almeida

Silvia da CEMIG foi a primeira convidada para responder à pergunta. Considerando um contexto global, ela reconhece que instituições estejam buscando na mineração de dados um suporte para a tomada de decisões. Especialmente neste momento, em que a realidade de dados caminha na casa dos petabytes. Também exemplifica que em seu projeto com a Proativa Big Data, no qual dados são processados para identificação de padrões de inadimplência, os problemas envolvendo o volume de dados são desafiadores pois devem ser analisadas diversas variáveis de bilhões de faturas dos aproximadamente 8 milhões de clientes da concessionária de energia. Um verdadeiro ambiente de negócios para Big Data.

silvia

O mundo dos negócios tem vivido em um momento de recursos muito escassos que requer muita sabedoria na tomada de decisão. É preciso ser bastante assertivo. Por isso, não dá para fugir da questão da mineração de dados.

Silvia Cristina

 

Ziviani esclarece que neste momento, dado ao grande volume de dados, as aplicações de BI (Business Inteligence) passam por dificuldades que envolvem o tratamento simultâneo de diversas variáveis. Para o professor, trabalhar com diversas variáveis vai além de considerar correlações. O que se torna crítico é saber fazer a pergunta certa. Neste contexto,  para auxiliar na criação destas perguntas surge o machine learning, com aprendizado supervisionado ou não. Além disto, Ziviani aponta deep learning e redes neuronais como tecnologia do futuro para tratamentos de dados. Ainda segundo ele diversos exemplos comerciais do uso destas técnicas fazem parte do nosso cotidiano, tal qual os serviços de tradução, mas o que se tem ainda é apenas uma réplica simplória da complexidade do cérebro humano e sua capacidade de aprendizado.

Ziviani2

Pensando nas barreiras que impedem a expansão de técnicas avançadas de computação de alto desempenho de Big Data, Thiago Valinho do SENAI, responde  que para as grandes indústrias, o investimento de recursos no tratamento de dados ainda está lento e se comparado a outros países, avançou muito pouco. Principalmente no Brasil, as indústrias tem dificuldade de incorporar e aceitar inovações tecnológicas, de acordo com Thiago. Apesar disto, ele enxerga no Big Data uma oportunidade de abrir um novo cenário na indústria brasileira.

Thiago

A junção de IoT com Big Data para as indústrias que investirem alto nisto, pois custa muito caro, irá contribuir para o rompimento da barreira que as impossibilita de conhecer seu cliente. Nesse sentido, aqueles que conseguirem monitorar seus clientes em um contexto de “não uso” [no qual o usuário não é convidado a dar feedback e sim tem seu comportamento analisado], terão informações muito preciosas e diferentes do que se tem hoje.

Thiago Valinho

Nesse sentido, segundo Esdras, CEO da Proativa Big Data, esta demora também se deve a imaturidade da área que, apesar de ser pesquisado há um tempo (lembremos os irmãos Michael Cox e David Ellsworth que discutiam o problema de visualização de dados devido ao grande volume disponível destes já na década de 80) ainda precisa aprimorar suas técnicas para gerar valor para negócios.

 

Na Proativa Big Data, o que observamos é a dificuldade das empresas em entender o que o Big Data pode trazer de oportunidades e melhorias para seus negócios. Isto cria uma barreira para que empresas como a nossa possam trabalhar na descoberta de informações úteis para o cliente. Ainda é preciso que as empresas acreditem e confiem no potencial do Big Data uma vez que o mercado ainda possui poucos casos de sucesso para criar tendências entre as empresas

Esdras Oliveira

O painel teve a duração de uma hora e vinte minutos, e também foram discutidos outros temas, tais quais a relevância de métodos estatísticos para validação das análises em Big Data, a popularização do termo e suas consequências, desafios em aproximar academia e empresas em busca do desenvolvimento e fortalecimento de produtos em mineração de dados. Após o bate papo no palco, o evento continuou teve sequência no novo espaço de convivência do Techmall, com muito networking e uma deliciosa recepção oferecida pelos parceiros Adega RD e Krug Bier.